quinta-feira, 25 de março de 2010

É isso mesmo

Entrar numa empreitada sabendo que vai durar pouco. O motivo pelo qual isso acontece é desconhecido. Quer dizer, nem tanto. As experiências sabidamente rápidas também atraem. Talvez dependam das intenções. Acreditar que o término dar-se-á em momento esperado pode encorajar a pelo menos começar. Por outro lado, as amarras podem deixar muitas pessoas receosas.

Bater o olho e achar que vale a pena. Atração, curiosidade ou ego? Tudo misturado. Muitas vezes após o experimento, nem todos os indutores são atendidos. Mesmo assim pode ter sido bom. Exigência demasiada tende a ser um erro. Cercar-se de cuidados também. Alguém inventou a frase "tudo demais é sobra" e acertou. Parafraseando não sei quem, o segredo está no equilíbrio.

Desde pequeno escuta-se os pais falando: "Está vendo? Eu disse para você não fazer isso"! Como se fosse válido inserir medo ou apenas proibir. Não adianta. Quebrar a cara faz parte do aprendizado, se for o caso. E deixar de fazer pode significar não descobrir algo legal. Teimosia nem sempre é negativa. Pelo contrário, ela chama atenção positivamente. Lógico que para ser teimoso -- que não preocupe ou chateie -- existem alguns pré-requisitos. O primordial é ter capacidade de discernimento. Não é qualquer pessoa que pode teimar e ser encarada com naturalidade. Ela precisa passar confiança a quem deve respeito e obediência.

Experimentar, investigar, teimar... Essas palavras parecem se relacionar de maneira harmoniosa. Despertam a atenção daqueles que tem interesse em viver em busca de momentos e emoções que não se restringem aqueles contados pelos outros. Daqueles que acreditam que toda vida tem sua peculiaridade e têm a sensação de que sempre há muito a se descobrir.

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