segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Como, quando, aonde?

Quem diria
Que ia aparecer a flor do dia
Derramando toda a sua magia
Fazendo desse dia uma folia

Se controle
Peço por tudo que não me amole
Deixe eu sair e tomar meu gole
Pois não admito que me engaiole

Pensar em censurar é ledo engano
Agora me comporto como um profano
Quero sombra, água fresca e abano
Pouco importa o que faz fulano

Querendo colar será bem vindo
Aposto que será lindo
Sabe bem que não blindo
Daqui a pouco tudo estará findo.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Desabafo

Não dá tempo para olhar no fundo
Quase em todos os lados vejo absurdo
No que é que transformou-se o mundo
Quero me esconder e me fazer de surdo

Os dias passam e nada muda
Não consigo entender o porquê
Muito menos virar um buda
E nessas horas onde está você
Aposto que está assistindo a tudo
Daquele jeito, se fazendo de mudo

Ainda jogarei fora esse hábito
Para que tanta capacidade de me indganar
Falar demais dá mau hálito
E é aí que as coisas podem desandar

Ontem parei, pensei, vi um caminho
Percebi o quanto é importante ter um ninho
Um canto que seja, para chorar sozinho
Distante até mesmo de um passarinho

Que nada, vou me mudar
Sair por aí, sem a ninguém avisar
Não tenho idéia no que isso vai dar
Só peço que parem de me importunar
Com aquilo que já disse pouco importar
Para um cara que vive sem os outros atrapalhar
Puta que pariu, me deixe queto em meu lugar.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ajuda

Saia daí
Me tire daqui
Vamos ali
Salvar um saci

Olhe para o lado
Veja o retrato
Jogue-o no mato
Não fique retado

Era só mais um
Melhor que nenhum
Não causou um boom
Acharemos algum

Agora não vá
Rezar para Oxalá
Tampouco chorar
É preciso lutar

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Estenda a mão

Chegou, Chegou
Correu, Correu
Não ficou
Você se escondeu

Eu só queria que você dissesse
Tenha calma, amigo, não se apresse
Às vezes teme porque desconhece
Pare, pense e faça sua prece

Não venha aqui
Saia pra lá
Quando eu precisei
Mandou desencanar

Agora chegou a hora
Não tem por que pedir esmola
Eu vou fazer minhas malas e vou embora
E nem pense em ficar na cola

Tomara que aprenda
Quero que você depreenda
Ajudar não pode ser um problema
O que custa um telefonema

Teve sua chance e jogou fora
Vá cuidar ainda de quem te adora
Porque aqui tudo só piora
Deixe-me ir, quem sabe outrora.




segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Mostre que você não é desses

Irmão, para que fazer isso?
Essa não é a solução
Agora entendo o sumiço
Você está na ilusão

Qual é o seu problema?
Não tem porque se apavorar
Todo sonho tem um dilema
Você precisa acreditar

Do que mais sente saudade?
Note as escolhas que vem fazendo
Procure os seus amigos de verdade
Diga-me o que está acontecendo

Ninguém pode lhe ajudar
Enquanto você não quiser
Antes que fique difícil lutar
Saia desse grande migué.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Eu bem que tentei

Como é que pode isso acontecer
Desconheço se eu fiz por merecer
Fiquei sonhando todo dia em te ter
Mesmo sabendo da distância de você

Será que deveria ser assim
Não há razão para sentir pena de mim

Queria poder fazer tudo de novo
Faria de uma forma diferente
Porque me vejo descontente
Perdido no meio do povo
O que não impede que vá lá e tente
Infinitamente, como sempre me movo
E por mais que eu seja inconsistente
Prometo não procurar cabelo em ovo

Você só aceita que lhe digam sim
É preciso um começo para existir um fim

Pare e veja como foi teimosa
A vida podia ser tão menos dolorosa
Sempre pedi que me ouvisse
Precisava apenas de um dedo de prosa
Imagine se de repente eu desistisse
Enxergaria como se fosse uma idiotice
Mas não a deixei curiosa
Pois era daquele modo que lhe disse.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Nem Tudo é Tempo

Esses meus cabelos brancos
Já não provocam espantos
Mas a minha experiência
Sobrepõe-se àqueles encantos

Um dia quis envelhecer
Não imaginava que o saber
Que só viria com a vivência
Era o que eu sonhava ter

E o que dizer de agora
Que difiro de outrora
Por largar a impaciência
Sabendo aguardar, não indo embora

Perceba que muito está na razão
Quase tudo perdemos pela afobação
Dê importância a sua inteligência
Sem precisar ser um ancião.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Dando força

Paciência para que te quero
Eu nem sei porque me desespero
Tento esquecer mas logo desisto
Você sabe o quanto eu insisto

Gasto tempo, fico no lero-lero
Vejo o simples, pego e tempero
Por onde ando sei que sou bem-quisto
De amor e carinho é que me visto

Olhe, ao seu lado está sem bem-querer
Não tem porque você se esconder
Aproveite a vida, ela é uma só
Faça o que quiser e não tenha dó

Muitos te aconselham
Mas em algo você pode crer
Quase nenhum deles sabe viver

Os sonhos se acumulam
Siga o seu coração
E nunca perca por omissão

Veja o que eu te disse, bem lá no começo
Saborear uma conquista não tem preço
Pouco interessa o quanto você luta
Um dia desse cessará sua labuta.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Convicção

De pernas para o ar
Assistindo o tempo passar
Pequena a distância da manhã ao luar

A todo instante pensa no amor
Do bem-estar e do intenso sabor
Naquele infindável momento desorientador

Sem atentar para o avanço do tempo
Tampouco se importando com a direção do vento
Se está abrigado ou vivendo ao relento
Importante para ele é viver o momento

E olhe que talvez assim ele prefira
Fazer de um jeito que tanto admira
Por mais que perceba que o mundo conspira
Ninguém lhe dirá que aquilo é mentira.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Insistência

Começou e não vai mais parar
Não tem fim e volta num piscar
Era bom se avisasse e não somente aparecesse
Ou que algo bom simplesmente acontecesse

O erro é oculto
A mensagem parece um vulto
De vez em quando é bom ter certeza
Fica difícil levar só na esperteza

O passado foi de agito
E agora aguarda o apito
Que dará início a novidade
Cessando essa infinidade

Para passar da barreira
Falta sempre uma besteira
Que subtraída não dá nada
Mas modifica toda jornada.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tranquilizante

Pensei que seria fácil
Não abria mão dessa convicção
Mas chegou a hora da verdade
E apareceu o bicho-papão

Muito se deve a discplicência
Poderia não ser desse jeito
Os motivos para sê-lo desconheço
O certo é que dá um aperto no peito

Ainda há tempo para mudar
Verdade que preferia não precisar
Que gostaria de um grande presente
Ou de um reconhecimento pelo nada

A fé vai e volta
Mais coisas fazem sentido
O resutltado pouco importa
Se é que não foi atingido.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O Jeito é...

É dormir e acordar
Levantar e debandar
Para o carro consertar

É Sentar e estudar
Decidir e focar
Para aprovação não demorar

É chegar e conversar
Assinar e contratar
E no paraíso morar

É fazer por onde e rezar
Saber que a hora vai chegar
E que o sonho vai se realizar.