segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Desabafo

Não dá tempo para olhar no fundo
Quase em todos os lados vejo absurdo
No que é que transformou-se o mundo
Quero me esconder e me fazer de surdo

Os dias passam e nada muda
Não consigo entender o porquê
Muito menos virar um buda
E nessas horas onde está você
Aposto que está assistindo a tudo
Daquele jeito, se fazendo de mudo

Ainda jogarei fora esse hábito
Para que tanta capacidade de me indganar
Falar demais dá mau hálito
E é aí que as coisas podem desandar

Ontem parei, pensei, vi um caminho
Percebi o quanto é importante ter um ninho
Um canto que seja, para chorar sozinho
Distante até mesmo de um passarinho

Que nada, vou me mudar
Sair por aí, sem a ninguém avisar
Não tenho idéia no que isso vai dar
Só peço que parem de me importunar
Com aquilo que já disse pouco importar
Para um cara que vive sem os outros atrapalhar
Puta que pariu, me deixe queto em meu lugar.