sábado, 18 de setembro de 2010

Zé Poeta

Por que o aperto
se não tens apego?

Por que a saudade
se só consegues ver maldade?

Por que perguntas
sabendo que não há respostas?

Segues fazendo apostas...
As surpresas acontecem num ritmo lento
A vondade muda com a direção do vento
Vai entender o porquê lembrar de pessoas mortas

O que é transmitido é mais do mesmo
O discurso já está cansativo
E sempre faz aquela cara de pensativo
Para depois reclamar a esmo

Cadê a esperada surpresa?
Diga se não seria uma beleza?!
Resistiria ou cairia a fortaleza?
Fale, mas o faça com franqueza

Imagina-se o ideal
Analisa-se o natural
Recorda-se da tal
Recorre-se à surreal

Será que esse é o caminho?
Donde vem tanto carinho?
Deveria ter nascido passarinho
Ou um livre animal marinho
Pois assim sairia sozinho
Acompanhando de um bom vinho
E não entraria nesse redemoinho.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Abra os olhos

Se você pensa que já viu de tudo, não se engane. A qualquer momento algo pode lhe surpreender. E não se espante, caso isso venha a acontecer.

Se você vai tentar pela centésima vez, não se canse. A vida está aí para que você lute e alcance. Só não pense que ela é um romance.

Se queria ouvir aqui algo que sonhou, mas acabou escutando o que desanimou... Ahh! Esquece que pouco importou. E para com essa de que o mundo acabou.

Se começou e não conseguiu terminar, pode ter certeza que, se você quiser, ainda vai dar. Também não creia que basta deitar e esperar.

E se você leu tudo isso e não entendeu, o problema é seu. O que fica no passado é museu. O que vem pela frente é um breu. E outra: larga dessa conversa de dizer que é ateu.

domingo, 12 de setembro de 2010

É...

Tem vezes que você bebe
Outra se deleita
E na maioria das vezes
Não demora e se deita

Promessas ficam pelo chão
Não se trata de teimosia
Nada de pedir perdão
Esqueça a tal de hierarquia

Sento e converso
Coisa boa de se fazer
Agora me fale coisas com nexo
Senão irei desmerecer

Haja fanfarra
Antes tivesse essa consciência
A vida parece uma gambiarra
Tente ter paciência!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Conversa ao pé-do-ouvido

Agora eu já sei
Muito depois que pensei
Que decerto eu bobeei
Porque não é certo que terei
Aquela oportunidade que vivenciei
Mas numa caixa guardarei
A atração que experimentei
E juro que não me oporei
Se tiver que ir eu irei
E aí...

O tempo é relativo
O sentimento é substantivo
E eu não vejo motivo
Para não sermos corretivo
Porque eu sou emotivo
E às vezes por ser intuitivo
Imagino que algo é impeditivo
Mas é apenas congestivo
E sabendo que nada é definitivo
Entáo, vou lá...

O que você acha de tudo isso?
Imagine se decido e aterrisso?
Quem mandou fanfarrear com o mestiço?
Sabia que sou capaz de fazer feitiço?
Sentir e não fazer é um desperdiço
Odeio fazer a mim mesmo esse desserviço
Mas olhe lá que eu me espreguiço
E de repente a vida vira um reboliço
Ahh se eu fosse um cara com compromisso
Faria uma surpresa.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Cada qual no seu cada um

Se for chorar que seja de uma só vez
Se for para sorrir o faça sem sensatez
Se beber saia fora da embriaguez

Para sonhar desapegue-se da realidade
Para falar nortei-se pela verdade
Para viver vá além da normalidade

Não que a vida deva seguir mandamentos
São apenas frutos do autoconhecimento
Que servem para acalmar os batimentos

E talvez você concorde
Ou simplesmente eu acorde
Antes que a loucura transborde.

sábado, 4 de setembro de 2010

Mudando de endereço

Se um dia você me pergunta
O que acho sobre a sua conduta
Eu fico querendo esquecer

Mas diante dos seus carinhos
Dos teus lábios e dos beijinhos
Repenso e tento te dizer

Você sabe o que fazer para me ter
Não escondo de ninguém o que sinto por você
Só que preciso de tempo para amadurecer
Queria que tentasse me entender

Pare e pense direito
Não existe esse mundo perfeito
Deixemos por enquanto como está

Nos amamos e somos felizes
Curtimos como aprendizes
Curtição maior do que essa não há.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Segure!

Aperta daqui
Aperta a mente de lá
Se não conseguir
Como vai libertar?

Corre para um lado
Se não der vai para o outro
Não esquente a cabeça
Pode pedir socorro

Que loucura é essa
O mundo não vai acabar
É mais uma daquelas
Vai que dá para escapar

É aquele negócio
Receita não há
Tenta ir por tudo
E vê no que é que dá