sábado, 18 de setembro de 2010

Zé Poeta

Por que o aperto
se não tens apego?

Por que a saudade
se só consegues ver maldade?

Por que perguntas
sabendo que não há respostas?

Segues fazendo apostas...
As surpresas acontecem num ritmo lento
A vondade muda com a direção do vento
Vai entender o porquê lembrar de pessoas mortas

O que é transmitido é mais do mesmo
O discurso já está cansativo
E sempre faz aquela cara de pensativo
Para depois reclamar a esmo

Cadê a esperada surpresa?
Diga se não seria uma beleza?!
Resistiria ou cairia a fortaleza?
Fale, mas o faça com franqueza

Imagina-se o ideal
Analisa-se o natural
Recorda-se da tal
Recorre-se à surreal

Será que esse é o caminho?
Donde vem tanto carinho?
Deveria ter nascido passarinho
Ou um livre animal marinho
Pois assim sairia sozinho
Acompanhando de um bom vinho
E não entraria nesse redemoinho.

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