quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Passeio

Ele estava sentado, observando o ir e vir das pessoas. O seu pensamento estava distante, do mesmo jeito que a sua rotina. Tudo era tão calmo que muita gente poderia se preocupar. Próximo a ele não havia conhecidos. Era de intrigar observá-lo. O que leva alguém a ficar parado horas e mais horas, num mesmo lugar, com o olhar desfocado e sem nenhuma pretensão? Para ele não interessava o que os outros achavam. Queria mesmo é assistir as horas passarem. Não se sentia cansado, mas também não encontrava disposição. A noite se aproximava. Percebeu que não era mais interessante permanecer naquele local. Levantou-se, pegou o seu tocador de músicas, colocou seus fones de ouvido e partiu. Mais uma vez, desligou-se do mundo. Caminhava pelo calçadão a passos lentos, desprovidos de destino. Foi então que parou numa barraca de praia e estabeleceu o primeiro contato do dia. Pediu um côco bem gelado. Seguiu em direção a uma mesa, acomodou-se numa cadeira, virado para o mar, e começou a beber sua água de côco. As músicas não cessavam. Eram uma espécie de trilha sonora daquele momento. De repente, aquela ausência de pensamentos objetivos terminou. Tudo por conta de uma canção que havia marcado um momento importante da sua vida. Ele não queria ser remetido àquela lembrança. Lamentou, soprou e por um longo tempo, ali sentado, chorou.

Um comentário:

  1. Que porra eh essa man??
    eh todo dia q posta eh??? eheheheh
    tah decente rei!!
    qd eu tiver coragem começo a escrever
    alguma coisa tbm!
    continue q tah massa rei!!
    grande abraço!

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