Acordou com aquela expectativa boa. O dia seria de diversão. Lá fora fazia o maior calor e o sol não estava com cara de quem iria dar trégua. Colocou sua sunga, seu tênis e achou que já estava pronto para sair. Titubeou um pouco e resolveu colocar uma bermuda. A camisa ficou para próxima. Apressou seu amigo -- que acabara de acordar -- e pôs documentos e dinheiro no bolso.
Já era mais de meio dia. Almoço que é bom nada. Cervejas já haviam sido ingeridas. Uma feijoada maravilhosa tinha hora marcada para ser devorada. Na casa de parentes, ele parou por alguns instantes. Cumprimentos, prosas e algumas cervejas. A festa de largo estava fervendo. Para todo lado que se olhava só se via gente. Naquela terra tudo é motivo para festa. Como ele faz parte dela, lá se foi... Não demorou e o sol começou a castigar. Foi então que surgiu um ambulante vendendo camisas. Experimentou, gostou e pronto: problema resolvido. Tempos depois ouviu de seu amigo a seguinte pergunta: "você é devoto de São Jorge"? Prontamente respondeu que não. Foi informado em seguida que acabara de comprar uma camisa que tinha estampado São Jorge e seu dragão. Não era devoto, mas também não tinha nada contra. Aproveitou e pediu proteção para o santo que carregava no peito. Mais tarde, ainda comprou um chapéu de palha para se proteger do danado do sol!
Mais amigos foram chegando e se juntando. Uns que ele não via fazia muito tempo. A noite caia e a fome apertava. Era hora de comer a feijoada que os esperava. Um, dois... Alguns comeram três pratos. Dirigiram-se para outro canto da festa. Lá chegando avistaram mais amigos. Festa boa é assim, cheia de amigos. Dentre os amigos havia uma moça muito atraente. Não era a primeira vez que ele se encantava. Observou-a durante bastante tempo até que teve a oportunidade de conversar com ela. Assim como da outra vez, papo rápido. Logo a levaram. Ficou a sensação de que muitas palavras não foram ditas. Ele dividiu a sensação com quem achava que devia e decidiu ir embora. Bom, o dia foi super bacana. Ele estava satisfeito. Mas bem que podia ter sido melhor. Sempre pode.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
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Bala Barros! Mesmo com â ausência da festa.. me senti meio presente!
ResponderExcluirBeijo!