segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Se na luz do teu sorriso ou na escuridão do teu olhar

Ela pegou o violão para tocar. Sua voz era de uma doçura de impressionar. Todos pararam e ficaram a admirar. Vergonha, timidez... Isso não parecia fazer parte da sua personalidade. As músicas interpretadas tilintavam na mente dele e o levavam para outra órbita.

Impressionante como ouvi-la o seduziu. O mundo poderia cair naquele instante que não tiraria a sua atenção. Se ele tivesse um gravador, com certeza salvaria tudo aquilo, para não correr o risco de não poder mais escutar aquelas canções por ela cantadas.

Legal foi que tudo aconteceu por acaso. Engraçado que o destino é uma contradição em sua própria definição. Ou uma utopia de concepção. Tem vezes até que ele se delineia antes das coisas acontecerem. Ele sabia que por trás daquele rosto angelical e da conversa intelectual havia algo bastante previsível. Todos se encantariam por ela. E o tempo evidenciou isso a ele.

Chega um momento que a disposição não é a de outros tempos. Ele chegou a ser chamado de orgulhoso. Ouviu também que "na vida a disputa é comum". Mas ele tava tranquilo. Tratava-se de situação sazonal. Nada que fuja do normal. E ele tinha uma certeza: a vida é genial. Um dia ela castiga, mas com o intuito de ensinar. No outro ela surpreende, na intenção de lhe testar. E no conjunto da obra ela sempre dá novas chances, que é para você aproveitar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário