Chovia sem parar. No seu destino, ele não conseguia chegar. Se isso ocorresse quando ele era mais moço, com certeza iria se descabelar. No entanto, a experiência o fez relaxar, pois não havia remédio para aquela situação se encerrar.
Enquanto não chegava, os pensamentos fluiam. Por que diabos ali ele moraria? Não era a primeira vez que aquilo ele vivia. Jamais imaginou que com o tempo pioraria. Somente um enviado dos céus resolveria. Mas o conjunto de pensamentos a isso não se resumia.
A vida mudou. Quem um dia cuidou, bateu asas e voou. O rio que corria para o mar evaporou. O amor que parecia incessante em indiferença se transformou. O tempo passou, mas a lembrança ficou.
E ao destino ele não chegava. Era muita coisa que ele pensava. Culpados ele não achava. Sempre foi sensato, e essa lucidez não desperdiçava. Queria conversar com a nova amada. Saber o que afinal de contas se passava.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
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