sexta-feira, 30 de julho de 2010

Deu nisso

Andar sem destino
Procurando o que fazer
É um desatino
É deixar a ansiedade florescer

Tomar uma música como hino
Deitar na rede e adormecer
Sonhar como um menino
Sem a responsabilidade de crescer

Dar um velho baratino
Ludibriar a quem você quer tão bem
Sei que não é um cristão genuíno
Mas cuidado para não virar um refém

Fazer tudo aquilo que deseja
Gastando e dizendo amém
E quando acaba a cerveja
Percebe que não tem um vintém

O mesmo amigo que apedreja
Sempre naquele vai e vem
De repente lacrimeja
Temendo perder o camarada que tem

Observe quem lhe corteja
São aqueles que lhe admiram
Mesmo que tudo aquilo você não seja
Há sentimentos que não se retiram

Às vezes são sabidos os inícios
Mas não como as coisas terminam
É o que acontece com os vícios
Que a qualquer momento nos fulminam.

Nenhum comentário:

Postar um comentário