Todos estão cansados de saber que se exercitar faz muito bem e é necessário. Sabem, também, que existem coisas melhores a se fazer. Na vida, no entanto, nem tudo resume-se na busca pela melhor atividade. E com jeitinho dá para conciliar as tarefas com os prazeres.
Engraçado é que várias rotinas são iniciadas por pura e simples obrigação, mas mais adiante tornam-se bastante agradáveis. E isso é válido para boa e velha ginástica (malhada, para os mais jovens). O primeiro dia -- aquele que se adia o quanto é possível -- é forçado. Não só ele como os primeiros dez, no mínimo. Sejamos realistas. A partir de então, aquilo passa a fazer parte do seu dia-a-dia. Se você não usar o tempo que fora reservado para tal atividade, fica achando que faltou algo a ser feito no dia. Em pouco tempo surge o vício e, como qualquer outro, é avassalador. Sorte a sua quando não começa a se achar um atleta.
Como tudo de mais é sobra, não demora e o excesso lhe pune. O negócio vai ficando profissional e começam as agonias. Cansaço daqui, fadiga dali, contusão acolá... Aí não tem jeito. O corpo avisou que precisa de descanso, está definido. E você fica louco, querendo encurtar a recuperação, da mesma forma que tenta superar aquilo que lhe impede de fazer o que sente vontade. Conforme-se: é preciso aguardar -- mesmo que tenha um compromisso e o tempo seja de fundamental importância para o cumprimento dele.
Num dia você dorme achando que é Usain Bolt. No outro acorda parecido com Faustão. Exagero. Após um período de inatividade, isso acontece. E a disposição não é mais a mesma. Quando imagina todo aquele processo evolutivo, a preguiça toma conta. E o tempo passa e a situação piora. Chega uma hora que você decidi reagir. Quer dizer, prorroga por mais alguns dias e tal... Mas recomeça. Afinal de contas, a vida é assim.
terça-feira, 11 de maio de 2010
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