segunda-feira, 5 de abril de 2010

Conversa para boi dormir

Tudo tem começo, meio e fim a partir de um chopp. Ou uma cerveja. Na verdade são equivalentes. No início existe horário adequado. Com o tempo entra em cena o velho ditado avisando que "toda hora é hora". E olhe que ele pode ser levado ao pé da letra, sem nenhum exagero. Convite difícil de ser recusado é o que envolve esse negócio.

Ele descontrai, inspira, motiva, tranquiliza, relaxa, diverte, entretem, encoraja... Melhor parar de citar suas qualidades, pois é capaz de preencher uma folha de papel. Mas sim... Ninguém senta com inimigo para tomar umas (uns). Talvez resida aí o segredo do sucesso. Talvez ele (ela) assuma um bônus que não lhe pertence. Os verbos elencados nas primeiras linhas desse parágrafo podem estar relacionados às companhias. No entanto, uma coisa é certa: se fosse para tomar um suco ou um refrigerante, tudo indica que o encontro ficaria para próxima.

Agora, a outra face da moeda. Desnortear, cansar, enjoar,embebedar, enlouquecer, desvirtuar, esquecer, despirocar... Não me estenderei pelos motivos supracitados. Não tem para onde correr. Essas coisas também acontecem. Mais difícil é jogar a culpa no colo das companhias. Aceite a realidade. Ela (ele) morde de um lado e assopra do outro. Acho que a mordida ou o assopro depende do estado de espírito do(a) bebedor(a). "Se não aguenta, para que veio", já dizia o filósofo.

Vai continuar ou desistir? Segure a onda, porque não dá para viver disso. Ah se desse! A mão-de-obra do mundo ia sumir. Só iam restar as pessoas que fabricam, mesmo assim daria trabalho para convencê-los. Eles assumiriam o papel mais notório da humanidade. Mas então, aquele antigo papo de buscar o equilíbrio é importante. Resgate-o! Enquanto ele não volta, convide uma boa companhia para conversar sobre, logicamente, acompanhado também da loura gelada.

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